Ansiedade e estudos – 4 maneiras de controlar

4 maneiras de controlar a ansiedade? Como se fosse tão fácil… Você, caro leitor, pode questionar. Quem sabe já procurou ajuda aqui e acolá meios de controlar e a bendita da ansiedade continua… E quem sou eu para propor algo diferente? Apenas mais um ansioso entre os 9,3% de brasileiros, compartilhando sua luta para combater.

Segundo a OMS, 9,3% da nossa população sofre de transtornos de ansiedade – quase o triplo da média mundial. E entre os jovens são 80%. E isso entre psicólogos também. Conheço psicóloga por exemplo que faz tratamento, que sofre de síndrome do pânico… Saber disso pode deixar você mais ansioso ainda, ou buscar mais e melhor uma solução, uma maneira de controlar que funcione.

O que venho apresentar aqui são práticas pontuais, para os seus estudos. Creio que o excesso é o que atrapalha. A ideia é simplificar o máximo possível. No popular, procurar “baixar a bola”, respirar devagar, viver com menos pressa. E falando em pressa, sem mais delongas, vamos às 4 maneiras:

1 – Procure antecipar seus estudos

Nada de novo, eu sei. Muito óbvio, você pensaria. Pode já ter ouvido isso muitas vezes. Mas, por experiência, deixar para depois é péssimo para um ansioso. Mais tarde você não consegue dar conta, aumenta a ansiedade e vem de carona o sentimento de culpa.

Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje” é velho ditado porém não ultrapassado. Quando se trata de estudos, proponho não deixar para amanhã o que só funciona hoje, como explico melhor neste artigo.

Há uma piada de “baiano preguiçoso” – não deixe para amanhã o que você pode fazer mês que vem! – baiano preguiçoso entre aspas pois muitos baianos não gostam destas piadas, e com razão. Conheço baianos nada preguiçosos, muito pelo contrário – diligentes, trabalhadores incansáveis.

Na prática, é priorizar: procurar colocar os estudos em primeiro lugar no seu dia. Levantando mais cedo, se for o caso, colocando celular para despertar, deixando o caderno, apostilas e livros próximos da sua cama; aproveitar o trajeto para o colégio, faculdade ou trabalho…

E procurar estabelecer um horário fixo, de acordo com sua rotina. Leia este outro artigo se quiser mais detalhes e orientações.

2 – Estude ouvindo música

Ouvir música ajudar a manter o foco, já que quando ansioso, qualquer barulho, movimento ou detalhe no ambiente desvia a sua atenção. E nada melhor do que aliviar um pouco a tensão própria de estudar, curtir um som…

Mas serve qualquer música?

Depende.. Se a música for instrumental ou numa língua que você não compreende, serve. De outra forma, vai tirar sua atenção. Quanto ao estilo, é simples: o seu preferido. De qualquer forma, vale testar vários e ver qual funciona melhor nestas horas, usando o velho bom senso.

A explicação para a condição de ser música instrumental ou em língua estranha vem da ciência neurológica: música numa língua conhecida acaba distraindo, porque mexe na região do seu cérebro que processa a linguagem. Esta parte deve ficar ocupada só com o assunto do estudo.

3 – Tenha metas modestas

De nada adianta se antecipar, acompanhado de música de fundo, porém querer “abraçar o mundo”. Veja se você não está com a ilusão de ser o Superman ou Mulher Maravilha, quando se propõe a estudar.

Novamente, é preciso “baixar a bola” ou “baixar o lápis” e parar de escrever tanto, querendo gravar muita informação em pouco tempo. O que funciona em matéria de estudo é economia e rotina. Pouco mas todos os dias. Melhor 15 minutos todos os dias que 3 horas, até quando você aguentar!

Você estuda demais, além ficar cansado, desanimado (além de ansioso é claro), ainda prejudica o seu aprendizado. Também tem outra publicação a respeito. Desta maneira você controla a ansiedade driblando a frustração de não conseguir alcançar sua própria meta.

4 – Mude seus hábitos

Este deixei esta maneira por último de propósito: é a mais exigente. No entanto, controlar a ansiedade é controlar hábitos.

É o que é: mudança na rotina mesmo. O que ajuda neste caso são leituras de testemunhos – casos de pessoas que conseguiram mudar, como fizeram. Indico o livro “O Poder do Hábito”, que falo também a respeito neste texto.

Este livro é um manual, onde você tem a oportunidade de conhecer histórias de superação que lhe servem de inspiração – de pessoas e grupos, inclusive o famoso AA e como as pessoas largam vícios destrutivos com a ajuda destes grupos.

Pegando do que aprendi e aplicando nos estudos, proponho a você observar os “convites” que levam você aos seus hábitos. Por exemplo: pode ser o celular que “dorme” ao seu lado, ou mesmo o notebook. Quando você acorda, o hábito de saber o que “está rolando” nas redes sociais começa. E lá se vão horas rolando timeline.

Convite que leva você ao hábito, com o objetivo de ficar “antenado”, por dentro das novidades, ter a sensação de estar bem informado. Convite – hábito – sensação (ou recompensa).

Para as maneiras anteriores funcionarem inclusive, considere arrumar outros “convites”, relacionadas com o que você precisa estudar no momento. Dormir com o caderno ao lado ao invés do smartphone, por exemplo. Depois, ao final do dia, adquirindo o hábito de estudar pouco, mas todo o dia (logo pela manhã se possível), você alivia a ansiedade com a sensação de ter conquistado uma “pequena vitória”.

Um cuidado extra

Termino indicando um cuidado extra, fundamental nestes tempos “digitais”, para reforçar as 4 maneiras…

Além dos velhos vícios, como o da bebida por exemplo, o grande vilão hoje reside aqui, no “mundo digital”, que é um “gerador” de hábitos difíceis de controlar – vícios que alimentam a sua ansiedade. E de modo mais especial ainda, nas redes sociais.

Assista aos vídeos do psicólogo Rossandro Klinjey, e entenda como o descontrole no uso das redes sociais atinge de cheio a nós ansiosos, distraindo, dispersando quando você precisa estudar com notificações, com a ânsia de saber mais e mais e não perder nada do que acontece…

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