Educação antiga ou educação da moda? Eis os fatos…

Se você não se questionou ainda da qualidade da educação oferecida hoje nas escolas, é hora de começar a acompanhar com atenção. Será que quando se trata de educação, da qual depende o futuro de nossos filhos e filhas, a moda do momento é a melhor, ou é melhor conservar a antiga que formou nossos pais e avós? Educação antiga ou educação da moda? Eis os fatos…

Seguindo a onda sem saber para onde vai…

A influência da moda arrasta multidões. Você, caro leitor, certamente já se sentiu pressionado nesta ou naquela direção devido à moda. “Todo mundo” está fazendo isso, usando aquilo… A tendência é pensar que a maioria é educada como se educa no momento porque funciona!

Fato é que muitos de nós estamos seguindo a onda sem saber para onde ela vai, não raro servindo de “cobaia” de testes de novidades cujos autores afirmam superar tudo que se fez antes. Porém, você se vê diante de uma escolha: ou a educação “do tempo da vovó”, cujos frutos estão diante de você, ou esta que afirmam ser muito melhor, praticada hoje, cujos frutos não estão maduros ou são amargos; e você só tem dados, estatísticas otimistas de propaganda de instituições que querem vender seu “peixe”.

Pelos frutos vos conhecereis…

Os frutos das antigas formas de ensinar são fáceis de encontrar: pergunte aos seus pais, caso você não faça parte da geração anterior para trás… Veja o quanto eles aprenderam, o quanto conquistaram com os conhecimentos adquiridos; o quanto de maturidade, valores e respeito possuem…

Quantas vezes ouvi meus pais dizerem que a escola pública era referência, enquanto a particular era “pagou, passou”? Hoje, vemos fenômenos como aprovação automática, escolas depredadas, invasões; pesquisas apontam analfabetismo funcional (inclusive universitário e entre professores!) – veja neste artigo uma grave estatística a respeito… Antes você tinha por exemplo que decorar a tabuada e havia ditado e cópia; latim; avaliação oral era comum…

Era chato? Repetitivo? Sem dúvida. Compare porém a diferença entre um estudante da “velha guarda” e da nova de fazer contas, mesmo uma operação simples de adição… Pesa hoje o “vício da calculadora” (do celular é claro). Noutro artigo mostro tanto o problema de pegar esse vício como também o de digitar ao invés de escrever manuscrito. Quantos jovens hoje conseguem fazer contas “de cabeça”?

De onde vem esta educação “da moda”?

Resumidamente, esta educação que está aí é em grande parte inspiração de um “guru” da pedagogia “made in Brasil”: Paulo Freire. Infelizmente os fatos mostram que não dá para valorizar esse “produto nacional”, como um bom patriota o faria. Como já dito, os frutos amargos da nova educação estão aí…

  • O primeiro fato é a desvalorização do professor. Essa desvalorização tem origem no chamado construtivismo pedagógico, um “palavrão” que define uma forma de ensinar que “valoriza a ação do estudante como construtor do seu conhecimento e tira do professor a posição de detentor incontestável do saber…” (Desconstruindo Paulo Freire – Thomas Giulliano, p. 134);
  • O segundo fato é o interesse político. Em 1962 Freire fez o Experimento em Angicos – alfabetização em 40 horas, no Recife. 300 participantes. Resultado: 70% de aproveitamento no teste de alfabetização e 87% de aproveitamento no teste de politização. (Idem, p. 162). Nas palavras do próprio Patrono: “faço política através da pedagogia” – Jornal da República de Recife, 31/08/79 (Ibidem, p. 163);

Ao ver um aluno desrespeitando seu professor e venerando tal ou qual político, não é mero acaso ou coisas “desses tempos” simplesmente.

Conclusão – educação antiga ou educação da moda?

Deixo a conclusão para o leitor, recomendando a pesquisa para aprofundar o assunto, passado aqui bem resumidamente, a começar pelo livro citado acima, além dos livros do Patrono, como Pedagogia do Oprimido, Pedagogia da Autonomia, Política e Educação, entre outros.

Para ter uma ideia, entre os ideais de Paulo Freire, “não há saber mais ou saber menos, há saberes diferentes”. Você encontra diversas citações curiosas das obras dele neste link.

Termino com mais um fato: “A alfabetização, que era feita em poucos meses no primeiro ano do Ensino Fundamental, hoje não se completa em 3 anos.” (Ibidem, p. 192).

Educação antiga ou educação da moda?

Educação antiga ou educação da moda? Eis os fatos…
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