Estude melhor lendo melhor (tornando-se um leitor, parte 2 – “a missão”)!

Após tornar-se um leitor, quando ler não é mais só por obrigação para você, estude melhor lendo melhor, dando mais um passo na arte de ler, em maior benefício dos seus estudos.

O texto a seguir é “parte 2 – a missão” de Estude melhor tornando-se um leitor apaixonado!. É preciso primeiro acompanhar a parte 1 e tornar-se um leitor habitual, ou seja, alguém que incorporou a leitura no seu dia a dia, sobretudo como forma de lazer. Portanto, para tirar melhor proveito das instruções seguintes, descubra o prazer de ler, seguindo as orientações da publicação do link acima.

Quanto mais ativa, melhor!

…a leitura pode ser mais ou menos ativa e, ademais, que quanto mais ativa, tanto melhor. Quanto maior a extensão e o esforço na leitura, tanto melhor será o leitor. Quanto mais o leitor exigir de si próprio e do texto que estiver lendo, tanto melhor ele será.” (Como ler livros, M. Adler, p. 26)

Quando você já lê com o envolvimento semelhante ao do cinéfilo assistindo ao seu filme favorito, está em grande vantagem. Os enunciados das provas não o assustam mais. Porém corre outro risco que é de “estacionar” em um gênero de leitura de sua preferência, tornando-se uma limitação para você. Limitação porque você se apega a livros de “fácil digestão” ou pouco exigentes, perdendo assim a oportunidade de aprender com leituras mais desafiadoras (inclusive porque não raro textos mais difíceis são cobrados nas provas).

O livro de Mortimer Adler da citação acima distingue dois tipos de leitura: um para informar e outra para entender. A leitura para informar é feita por todos, mesmo os “não-leitores”, apenas para se informar de notícias, assuntos do momento ou por simples curiosidade. É fácil de ler e trata de trivialidades. Já a leitura para entender é voltada para efetivamente entender algo novo, diferente daquilo que estamos já acostumados.

Pense numa comparação simples, para ficar mais claro: um profissional de carreira, que domina seu ofício até de trás para frente, descobre uma nova forma, com maior qualidade e rapidez, de realizar a mesma atividade.

“A missão” é ler algo novo e intrigante.

A diferença está entre ler “mais do mesmo” e ler “algo novo e intrigante”. Inclusive esse algo novo pode ser sobre assunto bastante comum, no entanto visto de maneira diferente, mais inteligente. É passar para a “parte 2 – a missão”. Missão de aprender mais.

Um exemplo disso é comparar livros voltados para o público em geral, de fácil leitura, com um clássico da literatura. Compare um “best-seller” de romance recente com Romeu e Julieta, por exemplo. Um é bem próximo e familiar ao leitor, enquanto outro é estranho, distante, além de desafiador.

Lembrando, estudar é atividade. É ativo, além de solitário (saiba mais a respeito – Por que é melhor estudar sozinho? Entenda a razão.). Por isso, na hora em que você está estudando, quanto mais ativa a leitura, melhor.

Na prática é simplesmente ler também livros mais exigentes, como os clássicos da literatura, inclusive porque este livros ensinam muito quando lidos com atenção. O estudo de obras clássicas foi usado com enorme proveito durante longos séculos, formando gênios como Dante Aliguieri e Shakespeare, entre outros.

Lendo melhor com os melhores!

É importante notar o quanto diversas disciplinas estão inter-relacionadas. Português e matemática são a base para estudar História, Geografia, Química, Biologia… Recordo isso para responder desde já objeções à indicação que farei a seguir. O estudante de economia, por exemplo, deve protestar por não parecer relevante à alguém de sua área.

Anteriormente orientei, como maneira prática de fazer uma leitura ativa, ler obras clássicas. É claro que sem a orientação de um mestre, pode ser frustrante. Mesmo aquele que é leitor pelo prazer de ler pode ficar frustrado. Por isso indico um curso específico – o curso Leitura dos Clássicos do Luiz Gonzaga de Carvalho neto, no site ICLS.

Luiz Gonzaga, ou Gugu, como é mais conhecido, ensina como extrair de obras máximas da literatura lições da mais alta importância, como o discernimento da sua vocação, melhor compreensão de si mesmo e das pessoas com quem você convive, junto com a aquisição de uma maior habilidade e precisão ao lidar com textos.

Ora. Mesmo o economista ou o matemático precisa lidar com textos. E é evidente que você há de querer aprender a ler melhor com os melhores.

Estude melhor lendo melhor (tornando-se um leitor mais inteligente)!

“Em suma, só podemos aprender com nossos ‘superiores’. Temos de saber quem são eles e como aprender com eles. A pessoa que souber como aprender com eles terá dominado a arte de ler.” (Como ler livros, M. Adler, p. 31)

Indico é claro o liro de Mortimer Adler, “Como ler livros” (edição recente de 2010) ou a antiga com o título “A arte de ler”. Ao final do livro tem uma lista de leitura de clássicos da literatura universal.

Há também o livro “A vida intelectual” de A. D. Sertillanges, de modo especial o capítulo VII, que trata da leitura.

 

Estude melhor lendo melhor (tornando-se um leitor, parte 2 – “a missão”)!
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