Não deixe para fazer amanhã o que só FUNCIONA hoje!

Hoje teve aula de geometria espacial, muito boa! Tirei todas as dúvidas. Mas vou deixar os exercícios para fazer amanhã, porque hoje não posso perder o jogo… Foi boa a aula de ortografia. Deu para “pegar” bem a matéria. Mas os exercícios, deixo para o final de semana. Hoje é sexta também! Tá cheio de eventos para curtir o resto do dia… Ai! A prova é amanhã e não estudei nada! Não vai dar para sair hoje…

Estas conversas são familiares para você? O velho ditado popular “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje” também, certo? A questão, a grande questão é: funciona? Se funciona, porque é tão comum deixar para depois? E quando se trata de estudos? Continue lendo e descubra…

Um ciclo que dura 24 horas

Este texto desenvolve um ponto que foi passado rapidamente em outras publicações do site. Uma destas publicações trata da importância de estudar pouco e todos os dias – neste link; noutra, sobre estudar para aprender – que você pode acessar aqui – menciona o chamado ciclo circadiano, que vem do latim circa diem – ao redor de um dia.

Há toda uma fundamentação científica, na área neurológica, que demonstra como o cérebro humano retém informação de forma mais duradoura. Resumidamente, a região do nosso cérebro chamada límbica retém informação até um dia no máximo, dependendo da importância dada pelo indivíduo a tal informação e como ela foi trabalhada. Por outro lado, o córtex é outra região onde a informação fica gravada a longo prazo, até mesmo para toda a vida.

Tenha em mente isso: guardar tudo o que você estudar na região “nobre” do cérebro – o córtex. E conseguir isso é relativamente simples, embora não seja comum a prática. O roteiro consiste de entender, aprender e fixar. Esta última parte é a fixação ou retenção da informação ou assunto estudado no córtex.

O ponto principal que trata este site é o estudo como atividade solitária. Está é a parte aprender do roteiro para guardar o conteúdo na memória de longo prazo. Antes disso, o entender é assistir a aula com atenção, sem ficar dúvida alguma. Fixar é de longe a parte mais fácil (a não ser para quem sofre de insônia): basta uma boa noite de sono. Completa o ciclo.

…Só funciona hoje, se você dar a devida importância…

Retomando as conversas do primeiro parágrafo, ali temos exemplos comuns de condutas que muitos de nós testemunhamos e vivemos. Deixar para estudar depois é quase regra geral. Por outro lado, são raros os que se divertem resolvendo problemas de matemática, a ponto de dispensar um show da banda fenômeno do momento numa sexta à noite.

A solução proposta aqui não é uma escolha radical. A hora de curtir o “jogão” do seu time do coração não precisa “sai de campo”; o evento badalado não precisa ser cortado. Os momentos de lazer nenhum de nós deve perder. A solução é dar no dia de aula a devida importância à matéria dada, como forma de “informar” ao cérebro: isso aqui é importante. Grava!

Retomando o roteiro, primeiro a importância dada na hora de entender na aula, depois no momento de estudo solitário e fazer questão de dispensar algumas horas das 24 do dia ao colchão (média de 6 horas de sono). Entre o segundo e terceiro passo do roteiro pode e deve sobrar tempo para divertir.

Como a parte do estudo é “especialidade da casa”, indico outras publicações deste site com instruções mais detalhadas, como a que trada da diferença entre digitar e escrever – neste link; como descobrir o prazer de ler e os benefícios ganhos no aprendizado – aqui, e a sequência; além da já mencionada – Estude para aprender.

A coleção sobre inteligência de Pierluigi Piazzi demonstra de maneira aprofundada a fundamentação nas ciências neurológicas, para quem interessar.

Não deixe para fazer amanhã o que só FUNCIONA hoje!
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