Você vai à escola para aprender o quê?

Massacres como o que ocorreu em Suzano chocam o país e o mundo; no dia a dia você vê casos que não aparecem na mídia, desde desrespeito com o professor até agressões graves… Dá de perguntar: você vai à escola para aprender o quê?

Brigas na frente das escolas… Casos em que o motorista de ônibus é obrigado a expulsar adolescentes porque estavam gritando e xingando, sem o menor respeito pelos passageiros. Foram à escola para aprender o quê?

Badernas, gritarias, brigas, invasões, bombas caseiras, drogas, tiroteios, assassinatos, tudo isso parece resumo do noticiário da noite sobre guerra entre facções. Porém, é lá, onde se espera que saiam homens e mulheres formados e preparados para a vida, que vemos esta lista estarrecedora.

Estudar para quê?

Não pretendo aqui dar uma resposta completa, porque ela é muito grande. É preciso acompanhar toda uma evolução histórica, uma mudança de mentalidade que foi promovida ao longo de décadas… Pretendo apontar aqui o que eu e você notamos apenas olhando em volta.

Estudar para quê? Esta é a pergunta deste vídeo, do Instituto Borborema, onde você pode acompanhar um bom resumo que ajuda a entender como chegamos a este ponto.

“O melhor que se pode esperar da escola hoje é uma boa formação profissional” – é a conclusão de Mateus Mota Lima, presidente do instituto, mostrando que ontem você recebia não só recebia esta formação, mas também era preparado para a vida: um ser humano completo.

Educação vem de berço – mas pesa muito a que vem depois…

É o que muitos afirmam e é de fato a educação que pesa mais: a de casa. E uma página que trata de estudar melhor sozinho, não vai contradizer isso.

Fora de casa porém a influência tem um peso que não é leve. Aliás, nada leve. Até o nome é “pesado”: a chamada “nova pedagogia” ou ainda revolução pedagógica, além de nova escola, etc.

Novidade que não é nova

Parece um erro na frase mas é isso mesmo: esta nova escola não surgiu agora. Tem décadas que ela “nasceu” e foi sendo alimentada, foi crescendo e multiplicando.

Para você ter uma ideia, vou apenas destacar alguns trechos de dois livros: Maquiavel Pedagogo, de Pascal Bernadin e A Corrupção da Inteligência, de Flávio Gordon. Veja se não “bate” com o que vemos por aí…

  • A nova pedagogia tem a pretensão de anular a influência da família. (Maquiavel Pedagogo, p. 10);
  • O papel da escola foi definido: sua missão principal não consiste mais na formação intelectual, e sim na formação social das crianças. E assim o nível escolar continuará decaindo. (Idem, p. 12);
  • Os promotores da nova pedagogia reconhecem que ela persegue objetivos políticos e sociais e que não busca, de modo algum, aprimorar a formação intelectual dos alunos. (p. 137);
  • Qualquer que tenham sido suas limitações, o ensino das décadas anteriores oferecia a cada um possibilidades de emancipação, tanto intelectuais como culturais e individuais, profissionais ou sociais, bem superiores às do sistema que vigora atualmente. (p. 141);
  • Entra ano, sai ano e os brasileiros assistimos estarrecidos aos eventos chamados de “ocupação”, nos quais bandos de universitários, sempre ligados a partidos e movimentos sociais de extrema esquerda, e agindo segundo suas conveniências políticas, invadem a reitoria e demais prédios dos campi. Exatamente como em regiões dominadas pelo crime organizado, ali eles impõem sua própria lei, restringindo o livre acesso de professores, funcionários e demais estudantes, destruindo o patrimônio público, furtando objetos e agredindo pessoas. (A Corrupção da Inteligência, p. 322)

Enfim, só para ter uma ideia. Os dois livros são recentes ou edições recentes (2013 e 2017), porém mostram que isso que vemos hoje é consequência de ações começadas, sobretudo, na década de 60.

Hoje você vai à escola para aprender o quê, afinal?

Sendo o mais otimista, ser um bom médico, um bom engenheiro, advogado… Já para ser um bom ser humano, um bom pai, uma boa mãe, um filho exemplar, não é garantido (pelo menos, não dá para esperar isso de um ambiente que busca afastar a influência da família nos alunos).

É claro que há exceções. Toda essa realidade de mudança geral não atinge todas as escolas e não é para concluir que está “tudo perdido”. Porém é importante tomar consciência de que a ameaça existe e já se espalhou.

Você vai à escola para aprender o quê?
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